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Grupo de Cardiologia Intervencionista do Hospital ENCORE publica artigo na Revista Portuguesa de Cardiologia

13/11/2020

Publicação do grupo da Cardiologia Intervencionista do Hospital ENCORE em novembro de 2020, na Revista Portuguesa de Cardiologia, relatando um caso complexo de aprisionamento de ogiva durante aterectomia rotacional na sala de hemodinâmica. Técnica inovadora para resgatar o procedimento sem necessidade de cirurgia de tórax aberto, preservando o paciente.

O reconhecimento internacional da Ciência gerada no Hospital ENCORE enche os membros do corpo clínico de satisfação e alegria e reforça as crenças da instituição. Serviço Hospitalar. que se baseia em Assistência de qualidade e paixão pelo que faz; Ensino e Pesquisa Científica.

Parabéns ao Dr. Maurício Lopes Prudente e demais autores.

Título do artigo:

Rescue of trapped Rotablator with knuckle technique for chronic total occlusion

Autores:

Maurício L. Prudente; Felipe B. Amaral; Álvaro de M. Júnior; Fernando H. Fernandes; Flávio P. Barbosa; Adriano G. de Araújo; Max W. Nery; Giulliano Gardenghi.

Resumo da publicação:

“Um homem de 71 anos, diabético, com doença de Chagas e com angina estável de mínimos esforços, efetuou angiotomografia coronária e cineangiocoronariografia revelando doença multiarterial severamente calcificada envolvendo o tronco da coronária esquerda (TCE). Devido ao grau de calcificação, a aterectomia rotacional foi considerada. Na primeira etapa a angioplastia coronária (ATC) com aterectomia rotacional (Rotablator) foi realizada no TCE, artéria descendente anterior e segundo ramo diagonal sem intercorrências. Quase 30 dias depois retornou para ATC da artéria coronária direita (CD). A estratégia proposta foi a aterectomia rotacional nos ramos DP e VPD com oliva de 1,5 mm, seguida de implante de dois stents farmacológicos (DES). Por acesso femoral direito 7F, a lesão do VPD foi ablacionada com sucesso. Como não havia sinais de disseção e manutenção de fluxo TIMI III, reposicionamos o “Rotawire 0,009” atravessando a lesão do DP e procedemos à ablação da lesão. Depois de duas tentativas conseguimos cruzar a lesão; no entanto, houve o aprisionamento da oliva. O sistema foi tracionado sem sucesso, levando o catéter guia a penetrar fundo na CD, com posterior disseção. Foi tentada a retirada do “Rotablator” com movimentos de avanço e recuo, mas a oliva sequer girou. A decisão então foi puncionarmos a artéria femoral contralateral inserindo um cateter guia JR6F e tentarmos avançar uma corda guia e balão de fino calibre tangencialmente à oliva. Não obtivemos sucesso até que finalmente avançamos o fio-guia com a técnica de Knuckle aproveitando a dobra da extremidade distal do fio-guia PT2 e pudemos facilmente atravessar o balão, insuflar e libertar o aprisionamento da oliva. Através do catéter guia 6F, os dois stents programados (DP e VPD) e um adicional (CD) foram implantados com sucesso obtendo-se fluxo final TIMI III, sem intercorrências clínicas”.

Link para artigo completo:

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0870255120304169

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